segunda-feira, 20 de julho de 2009

Área 51

Área 51 é um dos nomes atribuídos à área militar restrita no deserto de Nevada, próxima ao Groom Lake, Estados Unidos. Muito provável que seja uma das bases de testes aéreos mais sigilosas do planeta, mas é conhecida mundialmente por uma série de supostos acontecimentos ocorridos na década de 1970, e que alguns atribuem a um "envolvimento" e "contato" do exército americano com extraterrestres. Nenhum desses argumentos foi confirmado, deixando uma incógnita no domínio popular.
Há inúmeros documentários, livros e filmes que tratam sobre o tema, porém, não são imparciais na questão dos rumores extraterrestres, sempre submetendo a àrea como um "Sítio extraterrestre". A "Área 51" foi vista em: Watertown (Cidade Aquática), Dreamland (Terra dos Sonhos), Paradise Ranch (Fazenda do Paraíso), The Farm (A fazenda), The Box (A Caixa), Groom Lake (Lago Groom), Independence Day (Dia de Independência) e recentemente Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal).

Geografia
A Área 51 é uma área de aproximadamente 1500 km² no Condado de Lincoln, Nevada. Faz parte da (12 139 km²) Nellis Air Force Range (NAFR).
Imagens do Google Earth puderam mostrar mais sobre as pistas de pouso do complexo. A pista de pouso do local é a 14L/32R, construída na década de 1990, medindo 3651 x 61 m.
A Área 51 faz divisa com o Nevada Test Site (NTS), local de testes nucleares. A Montanha Yucca, depósito nuclear, fica aproximadamente a 64 quilômetros a sudoeste do Groom Lake.

Tecnologia Alienígena
Desde o estabelecimento da Área 51, várias pessoas declararam ter visto estranhos objetos sobrevoando seu espaço aéreo e arredores, mas as autoridades sempre negaram os fatos. Contudo, um de seus próprios funcionários declarou que na base, além de projetos militares avançados que usam tecnologia alienígena ativamente, discos voadores genuinamente extraterrestres também seriam objetos de estudo. As naves, resgatadas intactas ou não em acidentes, eram consertadas ou reconstruídas em Dreamland e depois submetidas à prova por pilotos de testes. Foi o próprio físico Robert Bob Lazar quem fez tal afirmação, sendo seguido por vários outros ex-funcionários das instalações de Groom Lake. “Quase todos os dias eu pegava o avião em McCarran e ia à ‘Fazenda’, onde trabalhava em tecnologia revolucionária”, declarou Lazar, que trabalhou cinco meses na base, a partir de dezembro de 1988. O piloto de testes e herói de guerra John Lear, filho do então proprietário da fábrica de aviões a jato Learjet, foi um dos que colocou os UFOs à prova.
Lazar recentemente estendeu suas declarações e informou que o governo norte-americano estava pesquisando nada menos que nove discos voadores na Área 51, e tentava adaptar sua tecnologia em projetos terrestres, com o uso da chamada engenharia reversa. Por suas declarações, ele e sua mulher receberam várias ameaças de morte. Assim, evitando correr riscos, em novembro de 1989 decidiu aparecer em público e confirmou suas alegações. Disse que há um lugar secreto no interior da Área 51, conhecido como S-4, próximo ao lago seco Papoose, onde as naves alienígenas eram guardadas. Explicou que seu trabalho se dava justamente naquelas instalações, junto a uma equipe de 22 engenheiros contratados para estudar os sistemas de propulsão dos discos voadores. Agora, as novas imagens da
TerraServer confirmam as declarações de Lazar, mostrando detalhes de tais instalações.
Ainda segundo Lazar, o S-4 era um enorme complexo subterrâneo que ocupava toda a área de uma cordilheira de montanhas. No início, o físico pensou que estivesse trabalhando com uma tecnologia altamente sofisticada criada pelo homem. Mas quando entrou em um dos discos voadores lá alojados, convenceu-se de que se tratava de algo de outro mundo, porque tanto sua forma quanto suas dimensões confirmam sua origem não humana. “As naves que examinei não possuíam juntas aparentes, nenhuma solda, parafusos ou rebites”, disse Lazar. “As bordas de todos os elementos da espaçonave eram arredondadas e suaves, como se tivessem sido feitas com cera quente submetida a um rápido processo de resfriamento”.
De acordo com seu relato, havia arcos e delicadas cadeiras de somente 30 cm de altura no interior dos veículos espaciais. Sua unidade de propulsão era o que mais lhe intrigava: tinha o tamanho de uma bola de beisebol e irradiava um campo antigravitacional através de uma coluna oca, situada verticalmente no centro da nave. Lazar teve sua curiosidade científica aguçada e passou a procurar informações sobre tudo o que acontecia em S-4. Foi quando teve acesso a um memorando que confirmou suas suspeitas. Nele havia uma quantidade impressionante de informações sobre os
UFOs, “inclusive fotografias de autópsias de pequenos seres cinzas com grandes cabeças calvas”, declarou à Revista UFO. “O governo estava escondendo da população fatos da maior gravidade, e tudo aquilo estava sendo feito em Groom Lake
, mais precisamente em S-4”, desabafou.

A Área 51 na cultura popular
A base já foi vista em episódios de séries como Os Simpsons, Futurama, Family Guy, Johnny Test American Dad, Arquivo X, Taken, Seven Days, Jornada nas Estrelas: Deep Space 9, Kim Possible, Tracker (na verdade, o episódio se chamava 'Area 51', mas a base envolvida era Roswell), Transformers, Stargate SG-1 e nos desenhos X-Men Evolution, Megas XLR e em Jovens Titãs; E em filmes como Groom Lake, Looney Tunes: De Volta À Ação (nesse filme a área 51 é área 52, pois, segundo o filme, a área 51 era uma lugar imaginário para esconder a área 52, Hellboy, Transformers, Independence Day e em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, e em jogos de computador e video games como Area 51, Deus Ex, Duke Nukem 3D, Tomb Raider III, Perfect Dark, The Pandora Directive, Twisted Metal 3, Grand Theft Auto: San Andreas (Área 69), Castle Cat 3, Destroy All Humans!,Crash Bandicoot 3(Como area 53)e Sim City 4 (Área 5.1). Já apareceu também em várias histórias da série literária Área 51 (de Dale Brown e Robert Doherty), que conta o que ocorreu após os cientistas da Área 51 terem feito contato com extraterrestres. A Área 51,com denominação de Hangar 51, aparece no filme "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal".
A Divisão 47, uma área de Strangetown (Estranhópolis ou Vilastranha) na versão para PSP de The Sims 2, é baseada na Área 51.
A Área 51 já foi usada em vários jogos de RPG como parte da trama. No jogo Conspiracy X, é uma base de operações para as missões de combate de alíenigenas. Em Call of Cthulhu, uma expansão de Delta Green, a base é o local aonde são feitos estudos de seres extraterrestres. Deadlands apresenta uma versão da base situada no ano 1880, chamada "Forte 51". Em World of Warcraft, Area 52 é umas das bases Goblins, utilizada para pesquisas no ramo da Engenharia. Em Crash Bandicoot: Warped, uma das fases de corrida se chama "Area 51?",e mais recentemente no flight simulator x e acceleration em algumas das missoes do jogo como secret shuttle e high altitute intercepet.
Muitas empresas usam o nome Área 51, como a Alienware, que usou o nome para batizar uma série de computadores; uma das áreas do serviço de hospedagem do Geocities; um motor da Aprilia e inúmeras livrarias especializadas em ficção científica.
Em 1994, a versão 2.0 do ROM para o PDA da Apple Newton, incluía uma coordenada de latitude e longitude da Área 51 dentro da aplicação Time Zones, como um Easter Egg. Essa brincadeira foi removida à mando da CIA e do FBI, sendo bloqueada por um software, mas é possível ainda acessá-lo.
A cidade de Rachel, Nevada (a cidade mais próxima da base) possui uma pequena fama por ser "o lar oficial da Área 51". Localizada a três horas de carro a partir de Las Vegas, Racheil recebe um modesto número de turistas por ano, e várias lanchonetes e lojas vendem comida e artigos com temática "alienígena". Um pequeno museu vende mapas, fotos, broches e outros artigos, e um bar local, chamado "The Little A'le'Inn", orgulhosamente exibe uma cápsula do tempo ganha da equipe de produção do filme Independence Day.
Há um time de uma pequena liga de beisebol em Las Vegas chamada Las Vegas 51s. O logotipo é a imagem de um extraterrestre cinza.[

Sargento da polícia reporta o avistamento de três "gigantes loiros" em recente croip circle em Silbury Hill, Inglaterra






“O policial disse que os homens gigantes se moviam muito rápido, como quando você acelera um vídeo no DVD em alta velocidade”- Andy Russell, Investigador
Esta locação é conhecida por acontecimentos bizarros.
Esta é a mesma locação onde em 23 de maio de 1994, quatro investigadores (incluindo um físico nuclear) visitando um crop circle, testemunharam uma intensa atividade militar momentos antes de experimentarem um ‘tempo perdido’ de 45 minutos. Eles apresentaram marcas vermelhas em seus pescoços e severos sangramentos no nariz horas depois. Também é o lugar onde se deu uma operação militar secreta em 1990. Foi sobre aqueles campos que o Exército filmou um “Orb” enorme e não identificado até hoje.


Três dias após o aparecimento de um crop circle nomeado de “Cocar de Quetzalcoatl”, em referência ao Deus dos Maias, Astecas e Toltecas, um sargento de polícia que não deseja ser identificado afirma que estava dirigindo na estrada “Roman Road” quando viu três figuras perto da formação. Em princípio pensou se tratar de oficiais legistas porque eles estavam vestidos com sobretudos brancos com capuzes abaixados sobre as costas. Ele parou seu carro e se aproximou do campo.
As figuras tinham ‘bem mais’ de 6 pés (1.8 mts) de altura e cabelos loiros. Eles pareciam inspecionar a plantação. Quando chegou à borda do campo, ele ouviu o que acredita ser um som similar a eletricidade estática.

O barulho crepitante parecia correr através do campo e a plantação parecia se mover suavemente como se acompanhasse o movimento do som. Ele sentiu os pêlos em seus braços e pescoço se eriçarem. Ele gritou para as figuras que primeiramente o ignoraram, nem olhando para ele. Quando ele tentou entrar no campo, eles o viram e começaram a correr. Ele disse que eles “corriam mais rápido do que qualquer homem que Eu tenha visto. Eu não sou lerdo, mas eles se moviam muito rápido. Eu desviei o olhar por um segundo e quando olhei novamente eles já haviam desaparecido. Eu fiquei então com medo. O barulho ainda estava ali, mas eu me senti ameaçado e corri para o carro. Pelo resto do dia Eu tive uma dor de cabeça fortíssima que não passava de jeito nenhum.”

Histórias de Lobisomens

Diferente dos lobos, os lobisomens só atacam à noite...
Episódios de Lobisomem na história contam-se muitos, milhares.
Entre 1520 e 1630, um período áureo, só em França registraram-se mais de 30.000 casos. Um deles, ficou conhecido como o Lobisomem Pierre Bourgot, um pastor que foi julgado em 1521 por uma série de crimes bárbaros. Relata Pierre, que 19 anos antes, enquanto procurava algumas ovelhas perdidas de seu rebanho, ele encontrara três cavaleiros vestidos de negro que haviam se preocupado com a aflição do pastor. Pierre contou-lhes o ocorrido e um deles lhe disse que tivesse fé, pois o seu mestre haveria de proteger as ovelhas perdidas.
Pouco tempo depois, a parte do rebanho foi encontrada sem nenhuma perda. No entanto, nos dias seguintes Pierre foi procurado por um dos cavaleiros, o qual lhe fez a propostas para se juntar a eles na adoração de um ser Satânico, em troca de riqueza e proteção. Pierre aceitou.
Em noites de lua cheia, os homens encontravam-se na floresta e disfarçados de lobos atacavam as vítimas, que vez por outra achavam-se atrasadas no recolher. Por diversas vezes, esse grupo recebia a companhia de um tal de Michel Verdung, segundo Pierre, um homem cruel e com um dom natural para ser lobo. A trupe tinha preferência em atacar vítimas jovens e de sexo feminino, que em geral sofriam todo tipo de abuso. Pierre chegou a matar umas das vítimas com uma mordida, partindo o pescoço e rasgando-lhe a garganta com a própria boca.
Foram dezenas de ataques na época, mas que começaram a ter fim quando um viajante foi atacado e reagiu dando um disparo contra o lobo Verdung, que, ferido, refugiou-se na floresta, mas deixando um rastro de sangue atrás de si. O valente viajante armou-se mais pesadamente e seguiu o rastro de sangue até o inteirior de uma cabana. Lá, já em forma humana, foi capturado um homem, sendo tratado por uma mulher, com o ferimento à bala .
Pouco tempo depois toda a gang encontrava-se perante o tribunal. Entre os depoimentos, o de Pierre esclareceu como ocorria o disfarce em lobo: havia uma autotransformação, nus os homens passavam um ungüento fornecido a todos por um servo de Satã, com excessão de Verdung que se autotransformava em lobo sem a necessidade deste preparado. Após a unção, supostamente nos homens, havia em seus corpos um aumento sensível de pelos, uma contração na coluna vertebral e seus caninos ressaltavam para fora. Ficando com a postura e o aspecto físico a um lobo. Conta ainda, que seus corpos ganhavam uma força descomunal e a agilidade de um cão. Durante 19 anos Pierre e seus camaradas atacaram vítimas de toda a sorte e de preferência em noites de lua cheia, que eram propícias, pois, nelas, o povo caminhava com mais tranqüilidade. Todos foram condenados à morte.
Um outro epísodio ocorrido também no interior da França, na região de Bordéus por volta 1630, conta que uma jovem camponesa fora prometida a casamento a um dos senhores mais ricos da região. Quando estava próximo ao casamento, o senhor descobriu que a jovem donzela andara flertando um outro rapaz e, diziam-lhe os confidentes, que eles haviam chegado às trocas de carinhos mais íntimos. Ofendido o senhor jurou vingança.
Por várias vezes, em períodos anteriores os aldeões se organizaram para caçar um animal que atacava o rebanho e pessoas naquela região, contudo sem sucesso. Em uma noite proximo à casa da donzela, os cães seguiram um rastro. Ao se aproximarem da casa da donzela ouviram berros de pavor e o rosnar de uma fera. De arma em punho, os homens invandiram a casa e lá encontraram entre os dentes de um lobo a moça quase morta. Encurralado o animal atacou, mas sem antes de levar um tiro, que atingiu a pata esquerda do animal arrando-lhe alguns nacos de carne da pata. Mesmo ferido o animal conseguiu fugir, emprenhando-se na mata.
Ao socorrer a moça e arrumar a bagunça, os caçadores recolheram, entre os restos de carne e sangue, um pedaço de um dedo humano, tendo ainda preso em seus ossos um pequeno anel. Perguntada se lhe pertencia ou era parte de alguém de sua família, a moça disse que não, porém reconhecia o anel como sendo da família de seu noivo. Os homens então foram até o castelo do senhor, que se negou a recebê-los. Irados e confusos, os homens decidiram invadir o castelo para pedir explicação a ele. Após uma pequena batalha, eles capturaram o senhor, quando se surpreenderam com o estado dele. Em seu braço esquerdo havia ataduras que lhe cobria a mão; relutante em dar explicações sobre o ataque à casa da moça, os aldeões desfizeram o emplasto. Descobriram sob o emplasto que faltavam-lhe três dedos, dos quais o que continha o anel com o brasão da família. Mais tarde em seu julgamento, o senhor confessou haver feito um pacto com um Demônio, que lhe prometera riqueza e proteção se por vezes se transformasse em lobo e devorasse homens ou animais. No entanto, naquela noite não atendia ao desejo de seu Mestre, mas os próprios. O senhor foi queimado vivo.

Vampiros

Alguns Casos de Vampirismo

De todos os casos de vampirismo, um dos mais alarmantes é o de Arnold Paul, um veterano da guerra da Turquia. Ele nasceu em Medvegia, Império Austro-húngaro. Na guerra, foi atacado por um vampiro. Seguiu o vampiro até o cemitério, onde o destruiu, comeu terra da sepultura como método preventivo e, se funcionou em vida, na morte não teve efeito algum. Dom Augustine Calmet menciona em seu livro: “Arnold Paul havia contado uma história reiteradamente; ele havia sido atacado por um vampiro turco, nas imediações do bairro Cassanova, na época pertencente à Sérvia Turca. Estes que haviam sido vampiros passivos durante a vida, se tornavam activos após a morte. Arnold Paul pensou haver se curado comendo a terra da sepultura.”

Ao voltar à sua cidade (1727), estabeleceu-se como agricultor. Algum tempo se passou e ele veio a falecer. Após a sua morte, vários ataques a humanos foram registrados. Paul foi visto várias vezes, e pessoas sonhavam com ele. O que torna esse caso mais interessante é a onda de vampirismo que se seguiu a ele, e a ampla documentação feita por especialistas, narrando os desdobramentos advindos, e as pessoas envolvidas. Quarenta dias após sua morte, seu corpo foi desenterrado por cirurgiões do Exército e se encontrava num estado similar à vida. A tez estava rosada e, ao ter o corpo perfurado, o sangue jorrou. Seu corpo foi estaqueado, quando soltou um forte grito. Foi em seguida decapitado e queimado. Outras quatro pessoas atacadas por ele tiveram igual fim.

Algum tempo depois, vários casos de vampirismo apareceram na mesma região. O Imperador austríaco instaurou um inquérito presidido por Johannes Fluckinger, cirurgião de regimento campestre. Essa nova epidemia teve início com a morte de uma mulher de sessenta anos chamada Miliza. Logo após, mais dezassete mortes aconteceram, o que levou os oficiais médicos até lá. Essa onda de vampirismo varreu a comunidade. Uma moça de nome Stanoicka teve um pesadelo no qual era atacada por um rapaz de dezasseis anos chamado Millo. Stanoicka teve a garganta estrangulada por Millo em seu sonho, e após isso caiu enferma, morrendo logo em seguida. Possivelmente Miliza havia comido carne de uma rês morta por Arnold Paul cinco anos antes, e sua morte estava desencadeando nova onda de vampirismo.

Fluckinger ordenou que os moradores desenterrassem todos os que haviam morrido durante a epidemia. Os oficiais autopsiaram os suspeitos, e para ter certeza outros corpos mortos nesse mesmo tempo e enterrados nas mesmas condições foram desenterrados e também autopsiados para proceder comparações. Dos quarenta corpos, dezassete estavam anormalmente conservados e, claro, os de Miliza, Stanoicka e Millo faziam parte destes. Os três corpos, juntamente com os restantes, pareciam estar em um estado de animação suspensa. Na autópsia, foi detectado um estado de semi-vida, total ausência de rigor mortis, pele rosada e lustrosa. Mas o mais impressionante foi o estado dos órgãos internos, irrigados de sangue e intactos, lembrando que a autópsia foi conduzida por médicos treinados e experientes. Importante lembrar também que essa história ocorreu em pleno Iluminismo, e o Império Austríaco era um dos mais avançados do mundo. Tanto foi alarmante o caso que todos os corpos em que a autópsia detectou o vampirismo foram estaqueados, decapitados e queimados por ciganos contratados. Suas cinzas foram jogadas no rio Morava. O caso teve repercussão internacional, saindo manchetes em todo o mundo. Um relatório de Fluckinger foi publicado em 1732 a mando do Imperador. A partir daí a palavra vampiro foi anexada ao vocabulário mundial.

Podemos dar uma gama de explicações científicas — físicas, biológicas e médicas — para o estado dos corpos. Mas o curioso é que, por mais que essas teorias possam estar correctas, o que permanece sem explicação é o porquê de as pessoas sonharem justamente com aquelas dos corpos incorruptíveis, e morrerem logo após o sonho — e tudo em uma única aldeia, no epicentro de vários outros casos.

Um outro Vampiro surgiu depois (1732), em uma aldeia a poucos quilómetros dos casos já mencionados. Peter Plogojowitz, depois da sua morte, surgiu em sonho para várias pessoas. Logo após, nove pessoas morreram de causa desconhecida, incluindo seu próprio filho. Seu corpo foi exumado. Sangue escorria pela roupa, seus olhos estavam abertos, dando a aparência de que estava apenas repousando e não morto. Foi queimado. Logo após isso, os problemas cessaram.

Há um caso no Estado de Goiás, onde um homem conhecido por sua maldade e outros atributos negativos, após sua morte foi protagonista de uma série de eventos fantásticos. O coveiro informou a família que a sepultura do referido senhor havia sofrido várias rachaduras, e sons estranhos eram ouvidos. Algumas pessoas viram o defunto preambulando pela cidade. A apoteose desse relato se dá quando uma parenta do defunto escuta uma algazarra no quintal, mistura dos cacarejados das galinhas e do latido furioso dos cães, e ao abrir a janela se depara com uma cena terrificante, um ser meio homem meio animal se alimentava do sangue de uma das galinhas. Outras já haviam servido a seu banquete. Mesmo com o asco ante o que ocorria, ela consegue divisar naquele ser o seu parente de outrora. Esse fato se deu em pleno século XX.

A Inglaterra também protagonizou algo semelhante. No século XII, o sangue comummente encontrado no corpo do suspeito vampiro era atribuído às suas vítimas. Um dos casos mais antigos, narrado por William de Newbury, versa sobre o corpo de um cavaleiro que ao ser exumado estava corado, e repleto de sangue, sem sinais de decomposição, apesar de parcialmente devorado (possivelmente um ato autofágico, fato este que será mais bem abordado no capítulo “Múmias, Egito e alimentação post-mortem”). Newbury chama o cavaleiro de sanguessuga, não usando o nome vampiro, desconhecido na Inglaterra naquela época. Este homem teve morte violenta ao tentar espionar sua esposa adúltera. O morto foi visto vagando pela cidade, e uma peste abateu-se sobre a comunidade. Seu corpo foi queimado, e como por milagre a epidemia desapareceu. Somente em 1823 a Inglaterra aboliu a lei que mandava estaquear os suicidas.

Um fato curioso em relação ao fenómeno vampírico é a “morte violenta”, em especial o suicídio. Isso casa perfeitamente com as causas que determinam almas presas à terra após a morte. (Vide o capítulo “Viagem astral, duplo etérico e corpos sutis”).

Um caso bastante curioso foi o de Johannes Cuntius. Após a morte do referido senhor, várias ocorrências estranhas tiveram vez. Ele se alimentava das vacas até exauri-las completamente de sangue. Apareceu para inúmeras pessoas, inclusive sua própria mulher. Os habitantes da cidade invadiram o cemitério e destruíram seu corpo. Após isso, as aparições e ataques cessaram. Ao que parece, o responsável pelo estado de Cuntius foi um gato que o arranhou antes de morrer. Esse relato teve a Polónia do século XVII como palco.

Na Transilvânia, o professor Emil Petrovici, da cidade de Ohaba, narra a seguinte história passada em 1936: “Um Vampiro (Strigoi) se transformou em um homem jovem e bonito e uma menina jovem se apaixonou por ele. Eles estavam casados, mas a menina também quis um casamento religioso. Ele rejeitou essa idéia. Os pais dela insistiram, e assim ele concordou em ir para a igreja, mas quando saíram de lá, ele olhou de maneira estranha para a esposa, ao mesmo tempo em que arreganhou seus dentes. Ela ficou amedrontada e falou para sua a mãe sobre o ocorrido. A mãe disse, ‘não tenha medo, ele a ama’.” O certo é que o noivo foi apanhado sugando a noiva e foi atirado pela janela.

Na época da Revolução Francesa um homem, Moireve, um nobre, protagonizou após sua morte uma série de ataques vampíricos. Ele havia nascido no Irã e mantido contacto com o extremo Oriente, em especial a Índia, de onde provinha sua esposa (atribui-se o seu vampirismo às origens orientais).
Crianças foram suas vítimas; elas tinham marcas de ataque de vampiro. Durante décadas Moireve executou seus ataques, até que, quase um século após sua morte, seu corpo foi desenterrado, e estava em perfeito estado de conservação. Foi estaqueado e os ataques cessaram.

Em 1928, em uma aldeia da Grécia, um homem chamado Andilaveris tornou-se Vampiro. Decorrida a sua morte, ele começou a aterrorizar as pessoas. Gente da comunidade, coveiros e o padre local o desenterraram e remeteram o cadáver a uma pequena ilha. Mas assim que lá chegaram, o Vampiro despertou e atacou o padre, jogando sobre ele excremento e toda a sorte de coisas pútridas, mas o grupo controlou a situação e o sepultaram na ilha deserta.

Dom Augustine Calmet narra uma carta recebida de um oficial austríaco que servia na Sérvia. Nessa carta, o oficial fala a respeito de uma visita do vice-Rei a Belgrado. O motivo era um caso de vampirismo. Lá chegando, vários parentes do vampiro já haviam sido atacados por ele e mortos.

O Vampiro, que havia sido enterrado três anos antes, estava atacando uma jovem moça. Seu corpo foi exumado a mando do vice-Rei. Como de costume, nos casos de Vampirismo, o corpo estava em perfeito estado. Foi esfaqueado com uma barra de ferro, e através da ferida escorreu sangue juntamente com um fluido branco. Ao ser decapitado com um machado, mais sangue esguichou.

Os casos de catalepsia são uma hipótese para alguns dos corpos exumados, e dessa forma é explicada grande parte da fenomênica encontrada em cadáveres suspeitos de vampirismo. Uma história muito curiosa narrada por Montague Summers refere-se ao inquisidor geral da Espanha. Na morte do prelado, como de costume, este seria embalsamado. O processo tem início na presença de inúmeros médicos.

O cirurgião fez uma incisão profunda no tórax, trazendo o coração até a abertura do corte, mas para surpresa geral o coração pulsou e o Cardeal recuperou a consciência no momento fatal, agarrando a mão do anatomista que segurava o escalpelo. O Vampiro de Highgate é um episódio bastante conhecido. Tudo começou por volta de 1967. Duas adolescentes procuraram Sean Manchester, informando que em sonhos haviam visto mortos retornando à vida, e inclusive uma delas relatou que um ser tentou entrar em seu quarto. Na mesma época, um ser imaterial foi visto vagando no cemitério, à noite, por várias pessoas.

Sean Manchester preside o Vampire Reserch Society, em Londres, onde se localiza o cemitério de Highgate. Uma das adolescentes, de nome Wojdyla, desenvolveu sintomas de ataques de vampiro — isso em 1969. Ela estava com anemia, e com marcas de mordida de vampiro no pescoço. O caso do Vampiro de Highgate ganhou o grande público quando um jornal noticiou que havia um vampiro no cemitério de Highgate.

Esse fato levou até o cemitério centenas de curiosos, propiciando eventos bizarros, exorcismos públicos, filmes, cerimónias satânicas, desmistificações, prisões de caça-vampiros e mais uma infinidade de coisas estapafúrdias. Mas nem por isso o caso Highgate perde seu interesse. Algum tempo depois, uma outra moça estava sendo atacada pelo vampiro, e ela procura Manchester.

Em 1973, o vampiro foi localizado em uma propriedade perto do cemitério, estaqueado e exorcizado. Aparentemente, a história tivera o seu fim, só que por volta de 1980 animais foram encontrados, mortos talvez por um vampiro. Este era fruto do vampiro de Highgate; ele teve o mesmo fim do primeiro, sendo estaqueado e destruído. Relatos de atividades de vampiros surgem em todo o mundo, e alguns bem atuais, como o caso acima.

No final da década de 50, o México aprovou uma lei que obrigava os pais a relatar a morte de crianças atribuída às bruxas vampira, e ao que parece a crença nelas se mantém viva até hoje.

Março de 2001 — berlinense é presa após atacar várias pessoas na rua tentando sugar o sangue de seus pescoços. Ela gritava que era uma vampira sedenta. Ao ser detida, foi colocada em observação, e ali tentou beber o próprio sangue. Suas vítimas foram uma moça de vinte anos, um garçom e uma senhora de oitenta e oito anos que teve o pescoço cortado.

Um caso insólito ocorreu no Brasil, e foi destaque no Mirror de Londres, em 9 de Novembro 1967: uma vampira de mini-saia foi vista na cidade de Manaus. A polícia informou que ela estava deixando a população em pânico. As pessoas que foram suas vítimas a descreveram como uma mulher loira, de mini-saia, usando meias negras. Dois pequenos furos foram encontrados no pescoço, perto da jugular, de uma criança que havia sido sua vítima. Há um relatório de que dos trinta policiais que caçavam a vampira misteriosa, dezassete abandonaram as buscas. Esta narrativa é encontrada no livro Le Livre de L' inexplicable, de Jacques Bergier. Além da narrativa, um paralelo é traçado entre a vampira do Amazonas e as antigas guerreiras amazonas.

A lenda das amazonas é grega. Habitavam o Cáucaso e as fronteiras da Citia, perto do Mar Negro, justamente nas proximidades da maior parte dos casos de vampirismo, ou seja, a Grécia e os países do Leste Europeu. O explorador espanhol Francisco de Orellana foi quem descobriu o rio Amazonas, e não só o rio: ele menciona que se deparou com uma tribo de mulheres guerreiras, e então houve um combate entre espanhóis e as “amazonas”. Seria mais uma história fantástica dos descobridores não fosse um detalhe — as iamuricumá, as mulheres guerreiras que cortavam o seio direito para melhor atirar com o arco. Se for uma coincidência, é uma das maiores que já vi. Pois é idêntico ao que as amazonas gregas, de uma cultura quilómetros e séculos distante daquela das amazonas brasileiras, faziam. O relato sobre elas foi colectado pelos irmãos Orlando e Cláudio Villas Boas diretamente das tribos indígenas.

A ocultista inglesa Dion Fortune menciona em seu livro Psychic Self Defense alguns casos de vampirismo. Em um deles, uma pessoa foi flagrada em ataques de necrofilia — isso teve lugar na Primeira Grande Guerra, na França. Essa pessoa foi presa, mas devido às influências de sua família foi tratada como um caso patológico. Um primo foi cuidar dele, e logo se estabeleceu uma relação entre os dois. O primo foi atacado no pescoço pelo necrófilo, que sugou o sangue do ferimento. Além disso, havia um vampiro morto, ou seja, um morto-vivo, que, para os responsáveis pelo caso, tinha iniciado o necrófilo no vampirismo.

O alvo dos responsáveis foi o morto-vivo, mas como eles não tinham a localização do seu corpo, um iniciado de alto grau prendeu-o dentro de um círculo mágico e o absorveu. Ou seja, o vampiro provou a segunda morte, desligando-se o espírito da Terra. Para Dion Fortune, tratava-se de um praticante de magia negra do Leste Europeu que encontrara a morte no fronte ocidental. Devido às suas técnicas de magia, pôde continuar “vivendo” e, devido ao estado psicológico, o necrófilo era o alvo ideal.

Dion Fortune compila um caso do comandante Gould (1869) a respeito dos Berberlangs das Filipinas. Essas pessoas vão até o campo mais próximo, escondem seus corpos e, saindo em astral, executam seus ataques. O senhor Skertchley (a pessoa de quem o comandante Gould citou as histórias) viu os Berberlangs entrarem em uma habitação, e, no dia seguinte, o morador estava morto sem nenhum sinal aparente.